Arquivo mensal: Setembro 2018

Até 4 de Outubro

Paz e Bem a todos os nossos visitantes, de modo especial, a todos os eleitores no Concelho de Torres Vedras.

Está a decorrer até dia 4 de Outubro, curiosamente dia de S. Francisco de Assis, mais uma edição do Orçamento Participativo. Este ano decidimos concorrer. A nossa proposta, número 18, visa conservar os azulejos oitocentistas, que se encontram na escadaria do Convento. Aqueles que já nos visitaram sabem que é uma obra importante e de interesse público.

Pedimos o favor de nos apoiarem, caso concordem com este projeto.

Obrigado.

Os nossos noviços fizeram os seus primeiros votos religiosos

No dia 8 de Setembro, Festa da Natividade de Nossa Senhora, o Frei Pedro Ferreira, o Frei Filipe Martins e o Frei André Gonçalves, depois de um ano de noviciado, fizeram os seus primeiros votos religiosos. A celebração decorreu publicamente, em clima de alegria e emoção numa Eucaristia celebrada pelas 10h30 e presidida pelo Rev. Provincial, Frei Armindo de Jesus. Estiveram presentes os seus familiares, amigos e muitas pessoas do lugar de Varatojo e de Torres Vedras, com quem partilharam vida e fé.

Pedimos a todos que rezem por eles, para que perseverem na sua vocação.

 

 

 

O Senhor nos deu irmãos!

Paz e Bem a todos os nossos visitantes!

É com alegria que comunicamos a chegada de mais um irmão noviço. Estamos habituados a ver vocações mais jovens, mas desta vez o Senhor deu-nos um irmão sacerdote que, desde tenra idade, desejava ser franciscano. Nasceu a 15 de Maio de 1943, na Freguesia de S. João Baptista, Concelho de Moura, Distrito de Beja. Servia o Senhor como sacerdote na Diocese de Beja. Depois de um tempo de acompanhamento e discernimento, tomou hábito no dia 7 de Setembro. Pode conferir aqui o que este novo irmão pensa sobre este momento tão especial da sua vida:

Deus sempre fez história com o Homem. Deus que vem ao encontro do Homem, desde sempre, para Se lhe revelar, para estabelecer com ele uma aliança e lhe oferecer um projeto de felicidade. E sendo esse projeto para todos os homens e para todos os tempos, mesmo nas infidelidades do seu povo, nunca desistiu de lhe mostrar caminhos de salvação, simplesmente porque é um projeto de amor .
Assim acontece em relação a cada um de nós, neste tempo que é o nosso. Assim aconteceu comigo, no meu tempo que é agora, porque este é o tempo de Deus em mim, na minha história, na minha vida. E de tal maneira surpreendente essa intervenção de Deus na minha história (porque subtil, “como a aragem onde o Senhor está ao cair da tarde”; porque quase impercetível, pois estruturada que está em mim; porque desconcertante por ser dom indizível e de incomensurável gratuidade) que, por antítese, quase me escapa.
Não porque não a tivesse pressentido, real e premente, a marcar desde sempre a minha existência, em apelo permanente, a atravessar por dentro toda a minha vida, paciente, persistente, transformante, como dom único e libertador e expressão de graça e de misericórdia. Mas porque me espanta e me transcende esta persistência de Deus que fez caminhar em mim a Esperança mais longe do que o medo, todos os medos e o seu amor inefável que foi mais resistente do que esta longa, longa espera! Poderia então dizer como o profeta : “…Vós me dominastes e me vencestes…” (Jer. 20,7)
E é precisamente este aspeto da relação entre Deus e a sua criatura aquilo que escapa ao meu entendimento, essa antecipação intemporal no gesto de amor e na oferta de um projeto de felicidade. É uma espécie de memorial agora evocado de algo que Deus, desde toda a eternidade, para mim tinha reservado…” estava ainda nas entranhas de minha mãe quando Deus pronunciou o meu nome…” (Is, 49,1); memorial das maravilhas de um Deus que sempre cuidou da sua pobre criatura e que agora, uma vez mais, se realiza na minha vida neste momento luminoso, vindo ao meu encontro, numa iniciativa que é só d’Ele, apesar da minha fragilidade, da minha pobreza, do meu demérito e, no cumprimento do seu plano de amor realizado em seu Filho Jesus Cristo “Ele, rico em misericórdia, pela grande caridade com que me amou…quis mostrar a abundância da sua graça e da sua bondade para comigo em Jesus Cristo…”(Ef. 2, 4, 7), me toma pela mão e sem contar tempo, nem os meus anos, nem a minha idade, tendo apenas um olhar de misericórdia sobre mim, me conduz ao seio da Ordem dos Frades Menores e me oferece o santo hábito e me abre as portas do Noviciado.
Momento de Deus saboreado no mistério e desde sempre reclamado, para se tornar sacralidade e presença de Deus em mim; expressão de amor levado ao extremo em Jesus Cristo, pois se trata de um amor de perdão feito gratuidade e oferecido agora como dom no chamamento ao seguimento de Jesus Cristo segundo os conselhos evangélicos e no caminho trilhado por S. Francisco de Assis. Dom redentor que se derrama e se plasma e se funde em mim; Espírito de Deus que repousa em mim e que me faz proclamar a Paz e o Bem trazidos pelo Senhor Jesus Cristo e anunciados por todos os franciscanos; amor do Deus de amor que me escolheu para me consagrar ao seu Filho Jesus Cristo. Então, no espanto do acontecimento, nesta realidade que me confunde, só posso dizer como S. Paulo “Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos !… Porque tudo é dele, por Ele e para Ele. A Ele a glória pelos séculos ! Ámen”